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segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Incerteza

Ontem à noite, ouvi no rádio que Edilson José renunciou ao cargo de diretor de futebol do meu querido tricolor de aço. Andei olhando o orkut, e vi que todos os torcedores que se manifestam estão muito felizes. Eu, contudo, logo que recebi a notícia, fiquei em dúvida acerca de como deveria realmente receber esta notícia. Afinal, ao que me consta, Edilson José é o homem de confiança da Santa Textiles, patrocinadora do tricolor, mesmo tendo cometido bobagens atrás de bobagens nos últimos meses. Se ele saiu, portanto, tudo indica que a Santana também sairá e, com ela, um rombo de alguns milhões de reais que, sabe Deus de onde, o Fortaleza terá que arrumar recursos para cobrir. Fico me perguntando até que ponto é boa a saída da Santana Textiles do tricolor de aço, então. Por outro lado, apesar de reconhecer os méritos dessa grandiosa empresa e do extremamente injustiçado Ribamar Bezerra, indago-me se o fato de contarmos com estes abnegados foi realmente uma coisa boa. O Fortaleza, nos últimos anos, teve dinheiro abundante para pagamentos imediatos, mas não se preparou para o futuro, que, hoje, é cheio de incertezas. Quem será nosso parceiro no pagamento de contas? Em que divisão estaremos no ano que vem? De onde o tricolor tirará recursos para se manter? São questões que me deixam muito preocupado e para as quais, honestamente, não tenho resposta e o sentimento que fica é o de acontecer com o Leão o mesmo que vem ocorrendo com o Santa Cruz. Força, Leão!

sábado, 23 de agosto de 2008

O tempo não pára

Nos anos 1980, próximo ao fim de sua vida, Cazuza escreveu uma das mais célebres músicas do cancioneiro popular do Brasil: "O tempo não pára". Por mais óbvio que seja seu título, ele mostra algo que se encaixa muito perfeitamente na vida de todos nós: não dá para esperar, ou dar tempo ao tempo, pois há situações em que é preciso agir. Claro que Cazuza, Lírico como poucos, falava da condição existencial que nos constitui. Contudo, é possível fazermos um paralelo com a atuação condição do meu amado Fortaleza Esporte Clube. Infelizmente, a atual diretoria, que assumiu prometendo mudanças e contratações, não toma as devidas providências para que o Leão possa, de fato, sair da terrível situação atual, longe do futuro de glórias a que o clube é predestinado. Nenhuma dispensa significativa, a não ser a de Lúcio, nenhuma contratação que agregue valor, ou qualquer outra medida que produza o impacto de que a equipe necessita foi tomada. Havia vários dias que não escrevia aqui , mas não por falta de vontade e sim, simplesmente, porque minha queixa é a mesma há vários dias, pois o Fortaleza continua o mesmo há vários dias. À diretoria, um recado vindo da música de Cazuza: "A tua piscina tá cheia de ratos, tuas idéias não correspondem aos fatos, o tempo não pára.". Posto, em homenagem a este grande poeta, que, pelo brilho intenso que possuía, tinha mesmo que ser consumido pela intensidade da vida, o "clip" da música que inspirou este post. Obrigado, Cazuza!


segunda-feira, 18 de agosto de 2008

À espera de atitudes

Mais uma semana começa, e nada de novidades para as bandas do Pici, até o momento. Como nas semanas anteriores, fala-se que medidas drásticas serão tomadas, que vários jogadores (14, pra ser mais preciso) serão dipensados e outros quatro ou cinco contratados. O que há de verídico nisso? Sinceramente, não sei, pois a impressão que tenho é de que a diretoria espera algum aval para tomar providências, pois todas estas exigem custos e, ao que se sabe, o clube está no vermelho e depende exclusivamente de seu patrocinador (que, na verdade, é uma mãe) para dispensar e, ou contratar. Ao que parece, a Santa Textiles resolveu colocar o "dedo no suspiro" como se diz na gíria, e não mais libera facilmente verba para a manutenção do clube. Isso é perigoso, pois o que temos visto é um tricolor cada vez mais afundado, e sem perspectiva pelo momento atual. O que esperar de Preto? O que esperar de Paulo Isidoro? E o Fábio Oliveira? Tudo isto são dolorosos pontos de interrogação que pairam sobre nossas cabeças. É preciso que a diretoria tome atitudes, sob pena de devolver o clube na tercera divisão, o que seria uma catástrofe das piores para a história do Leão. E não pensem os senhores que isto é impossível. Vejam o caso do Santa Cruz, prestes a cair para a quarta divisão do campeonato brasileiro. Lamentável!!!

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Crise profunda

A crise no Fortaleza é muito mais grave e maior do que uma bola. Fica cada vez mais evidente que o problema é, sobretudo, político. Com a saída (à revelia do patrocinador) do técnico Marco Aurélio, Fernando Morais, que não foi consultado acerca desse assunto e que é o homem de confiança da Santa Têxtil do Brasil, retirou-se do Leão e não pretende aceitar o convite recebido para ser diretor de futebol. A equação é simples, mas traz implicações profundas: sem Morais, o Leão ficou também sem o apoio do patrocinador, que estava se dando para além da cota de patrocínio fixo (70 mil reais), ou seja, crise financeira, tendo em vista que os custos mensais do clube giram em torno 600 mil reais, valor que não conseguem nem de longe ser coberto pela bilheteria. Sinto cheiro de renúncia no ar, em nome da sustentabilidade do Leão. PREOCUPANTE!